-Uhaa! Eu vou te comer!!! Vou soprar, soprar e soprar e a sua casa vai voar, voar e voar!
- Eu sei, seu lobinho, você não é bobinho. Toda a sua alcateia vem fazendo isso, geração após geração. Mas da porquinha Zaza você poderia atender à última reivindicação? - O lobo ficou desconcertado com a calma da porquinha. Ela alegremente abriu a porta e mostrou sua bela casinha, tirou algumas notas de sua flautinha e executou uma melodia digna de rainha.

- Como assim? Você já não conhece essa estória? Você tem que correr, bem depressa, sem demora. Pois, no fim dessa canção, quem o lobo pegar pela mão, depressa ele devora!
- Aqui está uma flauta: você vai soprar, soprar e soprar!!! E as notas vão pelo ar, pelo ar, pelo ar!!! A noite vai ser boa, a música vai rolar. Vamos fazer um som de arrepiar.  Aqui é o canto das cantigas. Se tiver que morrer, que seja com boa música e perto de minhas amigas. Vamos fazer o jazz do lobo mau. A canção já está no grau.

O lobo  se sentiu esquisito, mas achou melhor não comentar, percebeu que a experiência é divertida, resolveu por horar aguardar. Logo aparecem as amigas e a música soa pelo ar. O lobo já não está mais tenso e nem precisa amedrontar.
- Sabe de uma? – disse o lobo – Sinto-me como uma pluma. Você e suas amigas têm sorte e muita fortuna. Gostei de ouvir essas notas astrais. São mil tons sensasionais. Perdi a vontade de comê-la. Não dá para fazer o mal depois de boa música tão bem feita! Um abraço minha amiga que eu ainda estou com fome. Jamais esquecerei seu nome.